Sobre Nós

A nossa história, visão e missão

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Brincar está em vias de extinção

Ao longo dos anos têm-se assistido a um declínio, uma decadência progressiva do brincar e ser ativo na infância. As nossas crianças vivem em cativeiro, prisioneiras no espaço e no tempo, sujeitas a dinâmicas impostas por modelos de gestão familiar, escolar, laboral, social e cultural. Esta é uma era de crianças que não brincam, já deixaram de brincar ou já não sabem brincar, porque têm o tempo todo organizado, passado na escola, em casa ou no carro, a preparar-se para um futuro incerto que não tem em conta o seu presente.

Paralelamente, há uma desconexão completa entre a criança e a natureza. As crianças vivem entre quatro paredes. As crianças precisam de brincar no exterior e essa conexão com a natureza é essencial para o desenvolvimento humano.

Estima-se que, atualmente, as crianças brinquem menos de uma hora por dia. Em Portugal, 70% das crianças passam menos tempo ao ar livre que os reclusos fora das suas celas nas prisões.

Brincar não é só um direito, é uma necessidade. Há que voltar a criar o tempo e o espaço para
se brincar na rua, no exterior, na natureza, e democratizar o brincar sem formatação ou calendário a cumprir. É tempo de regressar à natureza e de brincar livre ao ar livre.

MANIFESTO
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BRINCAR LIVRE AO AR LIVRE

Atualmente temos crianças sem infância, sem tempo para serem apenas crianças e brincarem livremente entre si. O seu tempo está demasiado repartido em horários preenchidos ao minuto entre escola, atividades extracurriculares, desportivas, sociais, trabalhos de casa. Tudo isto porque as famílias correm à mesma velocidade alucinante, com rotinas de dia a dia muitas vezes complicadas de gerir. É preciso inverter com urgência esta tendência de glamourização do stress, esta cultura de velocidade imposta pela sociedade. As pessoas precisam de ter tempo. É preciso “descolarizar” as atividades das crianças, para que as crianças possam ter tempo livre, tempo para fazerem aquilo que gostam, tempo para brincarem e para serem apenas crianças. 

Brincar e ser ativo na infância é um instrumento poderoso e essencial para se ter sucesso na vida adulta. Trata-se de uma questão de sobrevivência e também de aquisição de ferramentas para o futuro. Primeiro, porque permite o desenvolvimento de uma grande capacidade adaptativa, do ponto de vista motor, social, emocional e cognitivo. Por outro lado, permite assimilar questões fundamentais relacionadas com a capacidade de ultrapassar problemas, adversidades e superação, aumentando o nível de autoconfiança, de auto-estima e o grau de relação social com os outros. E é uma forma de regulação emocional: brincar é um meio de confronto com o tédio e a frustração, ambos fundamentais para o desenvolvimento humano e para a resiliência.

A Nossa História

O Projeto “MENINOS DA FLORESTA” começa a dois (neste caso, a duas). Juntámos experiências distintas a uma motivação comum: criar oportunidades para ajudar a desenvolver crianças mais felizes e saudáveis. Como? Privilegiando a brincadeira livre, sempre que possível ao ar livre, sem formatação ou calendário a cumprir, promovendo a ligação das crianças com a natureza, com o meio ambiente e com a comunidade.

Nos MENINOS DA FLORESTA defendemos que a brincadeira livre é a forma mais completa de aprendizagem e que o contacto com a natureza é essencial para o nosso equilíbrio e bem estar. Acreditamos que é preciso viver mais devagar e no presente, com maior consciência ecológica e de forma mais sustentável. Estes são os princípios que nos movem, diariamente, a proporcionar as bases necessárias para formar seres humanos livres e plenos, nesta grande escola que é o mundo natural.

Os MENINOS DA FLORESTA começou como um projeto de “desocupação” dos Tempos Livres das crianças, que pretende privilegiar a brincadeira livre, sempre que possível ao ar livre, sem formatação ou calendário a cumprir, inspirado no modelo pedagógico Forest School e nos movimentos Slow e Slow Living.

Com o objetivo de criar oportunidades para ajudar a desenvolver crianças mais felizes, autónomas, resilientes, confiantes, independentes e criativas, o Projeto MENINOS DA FLORESTA possibilita o desenvolvimento integral das crianças num contexto natural, promovendo a ligação das crianças com a natureza, meio ambiente e comunidade.

Sem Rasto

Não só promovemos a ligação das crianças à natureza como procuramos sensibilizar para a importância da sua preservação.

Não deixamos vestígios da nossa presença na floresta e procuramos reduzir o impacto da nossa atividade e ser um projeto sustentável.

Tentamos reduzir ao máximo a nossa pegada ecológica.

Atividades previstas

O nossos programas

  • Afterschool Conjunto de iniciativas em contexto de floresta inspiradas no modelo pedagógico Forest School e nos movimentos Slow e Slow Living. O principal objetivo é reforçar a ligação das crianças com a natureza, tornando-as mais resilientes, confiantes, independentes e criativas.
  • Comunidade Um ambiente vivo, para crianças em idade escolar e pré-escolar, onde cada criança encontra tempo, espaço e presença para crescer e aprender ao seu próprio ritmo. Orientados por uma equipa tutora, as crianças desenvolvem as suas brincadeiras, competências e aptidões num ambiente afetivo e estimulante, com forte ligação à natureza, ao brincar livre e à aprendizagem ativa.
  • Férias Programa de atividades, aventuras e desafios na natureza inspiradas no modelo pedagógico Forest School e nos movimentos Slow e Slow Living. Apoio às famílias em período não letivo, para que as crianças passem as férias num ambiente natural, com atividades desafiantes.

Testemunhos

Muito obrigada pela dedicação e empenho em fazer a diferença. Com estas experiências estão a ser criados laços para a vida.

mãe da M.

Foram duas semanas de felicidade, amigos e descobertas novas. Obrigada aos Meninos da Floresta por serem uma alternativa saudável e enriquecedor, e à equipa pela vossa dedicação! Até breve!

mãe do V. e do A.

Foram semanas incríveis! A C. já nos disse que foram as melhores férias de verão com amigos. Grata por toda a vossa dedicação. Não há palavras suficientes, apenas muito carinho.

mãe da C.

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